
o mais difícil da vida não é o sincronismo do irreal tempo dos ponteiros,
mas o sincronismo entre o pensamento e o natural relógio
do desenrolar melancólico da película não filmada da historia lentamente contada que tentamos escrever
triste então de quem em pensamentos vorazes não consegue fazer as pazes
com lentamente sagaz rodar das imagens num disforme espelho
no qual tentamos ver a vida que aos ponteiros se apraz.